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ESCOLA ESTADUAL "DEPUTADO RAUL PILLA"

Diretoria de Ensino Região Leste 1

 

Educação e cidadania.

O número de casos de aids no Brasil é de 210.447 pessoas (de 1998 à março de 2001). Desde 1996, a epidemia vem crescendo em média 20 mil novos casos por ano. O que revela uma estabilização no número de novos casos. A transmissão heterossexual representa 26,6% dos casos notificados em 1980-2001, a transmissão homossexual representa 17,2%, a bissexual 9,8% e o uso de drogas injetáveis é responsável por 18,5% dos casos registrados. Entre menores de 12 anos, a transmissão do vírus da mãe para o filho é responsável por 90% dos casos notificados. Cerca de 50% das pessoas com aids já foram a óbito.

 

VEJA OS SEGUINTES QUADROS

 

Casos de aids e taxas de incidência (por 100000 hab.), segundo ano de diagnóstico e local de residência. Brasil, 1980-2001*.

Local de
Residência

1980-1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

Total

1980-2001

Taxa

Taxa

Taxa

Taxa

Taxa

Taxa

Taxa

Taxa

Taxa

Taxa

Nº '

Brasil

15757

11921

8,1

15060

10,1

16829

11,1

18341

11,9

20357

13,1

22943

14,6

23545

14,7

24015

14,8

20008

12,2

15012

9,0

3024

215805

Norte

134

135

1,3

195

1,9

235

2,2

323

3,0

362

3,2

435

3,9

501

4,3

519

4,4

389

3,2

279

2,3

96

3694

Rondônia

15

4

0,4

26

2,3

27

2,2

39

3,0

44

3,3

42

3,4

44

3,5

32

2,5

16

1,2

30

2,3

9

338

Acre

9

7

1,7

6

1,4

9

2,1

10

2,2

1

0,2

6

1,2

11

2,2

17

3,3

27

5,1

17

3,1

11

134

Amazonas

31

35

1,7

55

2,6

65

2,9

90

4,0

91

3,9

102

4,3

150

6,1

160

6,3

202

7,8

143

5,4

27

1178

Roraima

8

13

6,0

7

3,1

7

2,9

6

2,4

8

3,1

16

6,5

15

5,9

20

7,7

17

6,4

30

11,0

1

155

Pará

66

65

1,3

87

1,7

113

2,2

153

2,9

182

3,3

221

4,0

219

3,9

228

4,0

48

0,8

12

0,2

24

1454

Amapá

2

3

1,0

8

2,6

1

0,3

6

1,9

17

5,2

19

5,0

32

8,0

20

4,8

37

8,4

24

5,2

1

171

Tocantins

3

8

0,9

6

0,6

13

1,3

19

1,9

19

1,9

29

2,8

30

2,8

42

3,8

42

3,7

23

2,0

23

264

Nordeste

1237

974

2,3

1171

2,7

1342

3,1

1492

3,4

1596

3,5

1984

4,4

2224

4,9

2628

5,7

2248

4,9

1689

3,6

480

19752

Maranhão

72

76

1,5

82

1,6

117

2,3

129

2,5

147

2,8

173

3,3

193

3,6

243

4,5

160

3,0

118

2,2

43

1609

Piauí

26

34

1,3

31

1,2

27

1,0

62

2,3

77

2,8

71

2,7

95

3,5

80

2,9

102

3,7

99

3,6

23

748

Ceará

156

181

2,8

235

3,6

210

3,2

260

3,9

327

4,9

320

4,7

314

4,5

572

8,2

396

5,6

206

2,9

106

3377

Rio Grande do Norte

66

55

2,3

61

2,5

77

3,1

92

3,6

72

2,8

106

4,1

126

4,9

163

6,2

113

4,3

109

4,1

3

1072

Paraíba

51

49

1,5

58

1,8

95

2,9

115

3,5

106

3,2

117

3,5

119

3,6

156

4,7

183

5,4

135

4,0

0

1232

Pernambuco

358

229

3,2

251

3,5

305

4,2

352

4,8

384

5,2

549

7,4

561

7,5

679

9,0

459

6,1

431

5,6

189

4929

Alagoas

63

33

1,3

63

2,5

73

2,8

69

2,6

79

2,9

96

3,6

119

4,5

81

3,0

102

3,8

13

0,5

0

826

Sergipe

48

30

2,0

43

2,8

53

3,4

87

5,5

84

5,2

74

4,6

88

5,3

86

5,1

97

5,7

62

3,6

0

774

Bahia

397

287

2,4

347

2,9

385

3,1

326

2,6

320

2,5

478

3,8

609

4,8

568

4,4

636

4,9

516

3,9

116

5185

Centro-Oeste

471

582

6,2

728

7,6

819

8,3

986

9,8

1184

11,5

1260

12,0

1430

13,3

1195

10,9

833

7,4

565

4,9

114

10470

Mato Grosso do Sul

93

133

7,5

151

8,4

263

14,2

237

12,6

269

14,1

306

15,9

284

14,5

275

13,8

209

10,3

126

6,1

1

2440

Mato Grosso

83

76

3,7

98

4,7

107

4,9

170

7,6

202

8,7

282

12,6

298

13,0

231

9,9

71

3,0

90

3,7

22

1776

Goiás

176

170

4,2

255

6,2

232

5,6

339

8,0

444

10,3

373

8,3

507

10,9

395

8,3

278

5,7

61

1,2

31

3342

Distrito Federal

119

203

12,7

224

13,6

217

13,0

240

14,1

269

15,5

299

16,4

341

18,2

294

15,3

275

14,0

288

14,3

60

2912

Sudeste

12835

8912

14,2

11373

17,9

12323

19,1

12980

19,8

14112

21,3

15618

23,3

15251

22,4

14572

21,1

12290

17,6

8587

12,1

1420

147328

Minas Gerais

704

560

3,6

902

5,7

1193

7,4

1434

8,8

1438

8,7

1460

8,8

1427

8,4

1287

7,5

1311

7,6

960

5,5

182

13264

Espírito Santo

115

84

3,2

115

4,4

165

6,1

211

7,7

206

7,4

250

8,9

334

11,7

352

12,2

331

11,3

260

8,7

78

2556

Rio de Janeiro

3512

1758

13,7

2272

17,6

2298

17,6

2369

18,0

2705

20,3

3281

24,5

3449

25,4

3195

23,4

2247

16,3

1097

7,9

287

30073

São Paulo

8504

6510

20,6

8084

25,2

8667

26,5

8966

27,0

9763

29,0

10627

31,1

10041

28,9

9738

27,6

8401

23,5

6270

17,2

873

101435

Sul

1080

1318

6,0

1593

7,1

2110

9,3

2560

11,2

3103

13,4

3646

15,5

4139

17,3

5101

21,1

4248

17,4

3892

15,7

914

34561

Paraná

237

300

3,6

439

5,1

562

6,5

659

7,6

817

9,4

977

10,9

1129

12,3

1294

14,0

1223

13,0

1182

12,5

254

9240

Santa Catarina

190

336

7,4

422

9,2

579

12,3

735

15,4

961

19,9

1083

22,2

1110

22,4

1347

26,8

1093

21,4

1127

21,8

498

9711

Rio Grande do Sul

653

682

7,5

732

7,9

969

10,3

1166

12,3

1325

13,8

1586

16,5

1900

19,5

2460

24,9

1932

19,4

1583

15,7

162

15610

Outros Países

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

-

1

-

2

-

1

-

-

-

1

5

Total

15757

11921

-

15060

-

16829

-

18341

-

20357

-

22943

-

23546

-

24017

-

20009

-

15012

-

3025

215810

*Dados preliminares até 30/06/01, sujeitos a revisão.

Casos de aids em indivíduos do sexo masculino, segundo faixa etária e ano de diagnóstico. Brasil, 1980 a 2001.*

Idade

1980-1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

Total

1980-2001

%

%

%

%

%

%

%

%

%

%

%

%

%

5 anos

311

1,5

154

1,6

202

1,7

213

1,6

282

2,0

310

2,1

387

2,4

357

2,2

350

2,2

251

1,9

154

1,6

13

0,7

2984

1,9

05 a 12

239

1,1

43

0,4

42

0,3

37

0,3

57

0,4

52

0,3

59

0,4

83

0,5

61

0,4

60

0,5

45

0,5

8

0,4

786

0,5

13 a 19

829

3,9

373

3,8

286

2,4

257

2,0

262

1,9

241

1,6

214

1,3

227

1,4

210

1,3

165

1,2

105

1,1

16

0,8

3185

2,0

20 a 24

2720

12,7

1256

12,7

1429

11,8

1433

10,9

1383

9,9

1304

8,7

1257

7,7

1310

8,1

1169

7,3

933

7,0

668

6,8

138

7,0

15000

9,4

25 a 29

4419

20,6

2144

21,8

2768

22,9

3016

23,0

3072

21,9

3254

21,6

3228

19,7

3069

19,0

2901

18,0

2310

17,4

1632

16,6

331

16,7

32144

20,2

30 a 34

4502

21,0

2247

22,8

2684

22,2

3073

23,4

3350

23,9

3422

22,7

4011

24,5

3976

24,6

3857

23,9

3032

22,9

2222

22,6

463

23,4

36839

23,1

35 a 39

3413

15,9

1531

15,5

1998

16,6

2089

15,9

2381

17,0

2698

17,9

2972

18,2

2938

18,2

3011

18,7

2624

19,8

1973

20,1

383

19,3

28011

17,6

40 a 49

3459

16,1

1444

14,6

1890

15,7

2093

16,0

2290

16,3

2675

17,8

3003

18,4

2998

18,6

3186

19,8

2656

20,1

2133

21,7

446

22,5

28273

17,8

50 a 59

1085

5,1

477

4,8

542

4,5

647

4,9

677

4,8

783

5,2

889

5,4

864

5,4

979

6,1

899

6,8

679

6,9

131

6,6

8652

5,4

60 e +

382

1,8

160

1,6

190

1,6

233

1,8

254

1,8

298

2,0

316

1,9

299

1,9

365

2,3

310

2,3

213

2,2

52

2,6

3072

1,9

Ignorado

84

0,4

28

0,3

32

0,3

25

0,2

19

0,1

27

0,2

20

0,1

16

0,1

23

0,1

6

0,0

-

-

-

-

280

0,2

Total

21443

13,5

9857

6,2

12063

7,6

13116

8,2

14027

8,8

15064

9,5

16356

10,3

16137

10,1

16112

10,1

13246

8,3

9824

6,2

1981

1,2

159226

100,0

*Dados preliminares até 30/06/01, sujeitos a revisão.

Casos de aids em indivíduos do sexo feminino, segundo faixa etária e ano de diagnóstico.
Brasil, 1983 a 2001.*

Idade

1983-1990

1991

1992

1993

1994

1995

1996

1997

1998

1999

2000

2001

Total

1983-2001

%

%

%

%

%

%

%

%

%

%

%

%

%

< 5 anos

299

9,0

151

7,3

179

6,0

204

5,5

267

6,2

355

6,7

396

6,0

399

5,4

338

4,3

291

4,3

136

2,6

16

1,5

3031

5,4

05 a 12

44

1,3

24

1,2

28

0,9

37

1,0

41

1,0

56

1,1

63

1,0

64

0,9

56

0,7

60

0,9

34

0,7

6

0,6

513

0,9

13 a 19

187

5,7

84

4,1

114

3,8

107

2,9

137

3,2

154

2,9

157

2,4

189

2,6

217

2,7

173

2,6

119

2,3

23

2,2

1661

2,9

20 a 24

599

18,1

360

17,4

489

16,3

586

15,8

603

14,0

623

11,8

830

12,6

900

12,1

928

11,7

766

11,3

599

11,5

125

12,0

7408

13,1

25 a 29

686

20,7

461

22,3

682

22,8

885

23,8

958

22,2

1130

21,3

1380

21,0

1562

21,1

1611

20,4

1288

19,0

1048

20,2

202

19,4

11893

21,0

30 a 34

545

16,5

374

18,1

607

20,3

715

19,3

865

20,1

1093

20,6

1399

21,2

1509

20,4

1661

21,0

1391

20,6

1071

20,6

227

21,8

11457

20,2

35 a 39

369

11,2

254

12,3

374

12,5

466

12,6

593

13,7

759

14,3

989

15,0

1079

14,6

1227

15,5

1126

16,6

802

15,5

165

15,8

8203

14,5

40 a 49

350

10,6

230

11,1

350

11,7

467

12,6

594

13,8

752

14,2

950

14,4

1130

15,3

1262

16,0

1166

17,2

926

17,8

185

17,7

8362

14,8

50 a 59

148

4,5

80

3,9

124

4,1

191

5,1

182

4,2

262

4,9

308

4,7

429

5,8

437

5,5

365

5,4

335

6,5

69

6,6

2930

5,2

60 e mais

72

2,2

39

1,9

45

1,5

48

1,3

69

1,6

97

1,8

111

1,7

141

1,9

161

2,0

136

2,0

119

2,3

25

2,4

1063

1,9

Ignorado

8

0,2

7

0,3

5

0,2

7

0,2

5

0,1

12

0,2

4

0,1

7

0,1

7

0,1

1

0,0

-

-

-

-

63

0,1

Total

3307

5,8

2064

3,6

2997

5,3

3713

6,6

4314

7,6

5293

9,4

6587

11,6

7409

13,1

7905

14,0

6763

12,0

5189

9,2

1043

1,8

56584

100,0

*Dados preliminares até 30/06/01, sujeitos a revisão.

FONTE: Coordenação Nacional DST-AIDS

 

 

 

 

Editorial

A definição de medidas adequadas de controle da epidemia da aids depende, ao menos em parte, do conhecimento acerca da sua dinâmica de disseminação nas populações, sendo essa informação obtida a partir da notificação dos casos diagnosticados por unidade de tempo. No Brasil, a notificação dos casos de aids passou a ser obrigatória a partir de 1986 (Ministério da Saúde, 1986). A Tabela I deste Boletim Epidemiológico apresenta a série temporal, por ano de diagnóstico, dos casos de aids que eram de conhecimento da Coordenação Nacional de DST e Aids, do Ministério da Saúde, até 30/06/2001. Nesta data já havia registro de 215.810 casos diagnosticados desde o início da epidemia, enquanto se observa um declínio na curva de incidência a partir de 1999, ao menos em parte, devido ao atraso de notificação.

Independente da eficiência do sistema de vigilância epidemiológica da aids, faz-se necessário, para fins de monitoramento da epidemia, realizar-se o ajuste das séries históricas de incidência considerando-se a distribuição desses atrasos de notificação. Neste Boletim, com base nas funções de atraso entre o diagnóstico e a notificação dos casos no Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), estimadas por meio de um modelo não paramétrico, passamos a corrigir a incidência dos casos de aids - não sem algum viés - utilizando o trimestre de diagnóstico e tempo máximo de atraso de cinco anos. Tais procedimentos metodológicos estão devidamente descritos no artigo Sobre a correção do atraso de notificação dos casos de aids no Brasil.

Supondo-se que tais estimativas estejam corretas, 14,8% dos casos diagnosticados nos últimos cinco anos (1996 - 2001) ainda serão notificados ao MS ao longo dos próximos meses e anos, totalizando cerca de 234.109 casos de aids diagnosticados no Brasil até 30/06/2001. Pode-se afirmar, ademais, que o atraso da notificação ao MS existente é, de fato, maior do que o aqui estimado. Conseqüentemente, as séries históricas apresentadas neste Boletim Epidemiológico representam, mesmo após terem sido feitas essas correções, subestimativas da curva de incidência anual de aids no Brasil.
O que deve ser ressaltado, entretanto, é que mesmo após a correção, a tendência de queda da curva de incidência se mantém. Há de se considerar a possibilidade de uma redução verdadeira na velocidade do crescimento da epidemia, em decorrência, por exemplo, da ampliação da utilização dos preservativos masculinos e femininos, da eficácia das estratégias de redução de danos entre usuários de drogas injetáveis e do avanço das terapias anti-retrovirais combinadas. Para o futuro, pretendemos reformular o banco de dados com o objetivo de permitir o conhecimento da data em que os casos chegam ao conhecimento dos diferentes níveis do sistema de vigilância epidemiológica para que venha a ser possível estimar, adequadamente, a distribuição do atraso da notificação e corrigir as curvas de casos notificados tanto com relação ao MS quanto aos outros níveis do sistema.

Outro artigo, Uma análise da incidência dos casos de aids por faixa etária, elaborado para dar resposta às recentes notícias sobre o impacto da aids em indivíduos com mais de 50 anos, gerando inquietações e especulações, demonstrou por meio da análise de verossimilhança produzida pelo modelo de crescimento linear da epidemia (H0) versus um modelo de crescimento logístico (Ha) que, a despeito de a epidemia da aids na faixa etária entre 50 a 70 anos vir mostrando um leve aumento, a taxa de crescimento dos casos de aids por faixas etárias no Brasil, no período de 1988 a 1998, revela que a epidemia ainda está em crescimento, mas com desaceleração em todas as faixas etárias. Noutras palavras, a hipótese de crescimento linear - a epidemia tem mostrado um aumento sensível e não tem mostrado certa estabilização - foi rejeitada estatisticamente, em todas as faixas etárias, com nível de significância inferior a 0,7%.

Por fim, um terceiro artigo, Os caminhoneiros e o conhecimento sobre os meios de transmissão do HIV, apresenta os resultados de uma pesquisa realizada junto à população de caminhoneiros de carga no Brasil em 2000 (estimada em 1.500.000 caminhoneiros, em sua grande maioria do sexo masculino, de 20 a 60 anos), com o objetivo de avaliar o conhecimento acerca dos meios de transmissão da aids e, com base nessas informações, implementar uma política de prevenção direcionada a essa população-alvo específica.

 

 

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